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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Trabalhando na sala de aula com Tarsila do Amaral




Durante o ano de 2010/11 que trabalhei para o Governo do Estado do Espírito Santo como professora de Arte, resolvi acrescentar as minhas aulas, as obras  da artista brasileira Tarsila do Amaral, eu queria trabalhar com algo que fosse um pouco diferente do que eu sempre vi alguns professores trabalharem, foi então que optei por trazer os contos de fadas para a sala de aula, e com essa ferramenta eu poderia conhecer um pouco mais sobre os meus alunos.

Enquanto eu ia tentando montar as aulas, fiz algumas pesquisas sobre o trabalho e a vida de Tarsila do Amaral, afinal eu não poderia trabalhar na insegurança, sem saber o que estaria falando. Em alguns de meus achados descobri que Tarsila do Amaral adorava ouvir histórias quando era pequena, e muitos de seus quadros estavam relacionadas a essas pequenas "jóias" - contos, que ela ouvia nesta fase tão abençoada da vida - a infância, digamos uma fase rica em fantasias e prazeres que não voltam mais.

Para a execução do trabalho, conversamos um pouco sobre a artista em questão - Tarsila do Amaral, depois falamos de suas obras, do movimento antropofágico e depois os alunos recebiam uma das 5 obras que selecionei para este trabalho, eles recebiam as folhas xerografadas com uma das obras para colorir da forma que quisessem, e depois deveriam contar uma história em cima da imagem que tinham, o que ia sair, ninguém sabia, afinal, cabecinha de aluno é .......  vale lembrar que algumas das histórias escritas foram dadas como "exercício" em outra escola, mas nesta foram poucas, o motivo por isso acontecer, é que como havia sobrado algumas cópias resolvi guardá-las porque achei que iria utilizar em outro momento, e foi exatamente o que aconteceu. Só para lembrar o grupo no qual eu trabalhei foi o ensino médio 1os e 2os anos.

Listo abaixo as obras de Tarsila do Amaral que escolhi para realizar o trabalho, é claro que muitas obras da artista são interessantes.

  

A cuca, 1924 - Tarsila do Amaral

A Cuca - Tarsila pintou este quadro no começo de 1924 e escreveu à sua filha dizendo que estava fazendo uns quadros "bem brasileiros", e a descreveu como "um bicho esquisito, no meio do mato, com um sapo, um tatu, e outro bicho inventado". Este quadro é também considerado um prenúncio da Antropofagia na obra de Tarsila e foi doado por ela ao Museu de Grenoble na França.



  

O vendedor de frutas, 1925 - Tarsila do Amaral 


  

O Mamoeiro, 1925 - Tarsila do Amaral 




A Lua, 1928 -  Tarsila do Amaral 

A Lua - Este quadro era o preferido de Oswald de Andrade, seu marido quando pintou a tela.
Ele conservou o quadro até a sua morte - mesmo já separado de Tarsila do Amaral.



 

Abaporu, 1928 -Tarsila do Amaral

Abapuru - Sendo considerado o quadro mais importante já produzido no Brasil, Abaporu, foi pintado por Tarsila do Amaral para dar de presente ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. Ao receber o presente de Tarsila do Amaral, Oswald de Andradde fica surpreso com a pintura do quadro, chama então seu amigo Raul Bopp, e ambos ao olharem àquela figura estranha percebem que ela representa algo excepcional. Tarsila do Amaral recorre ao seu dicionário tupi-guarani e batizam o quadro de Abaporu - o homem que come. Foi aí que Oswald de Andrade escreveu o Manifesto Antropófago e criaram o Movimento Antropofágico, com a intensão de "deglutir" a cultura européia e transformá-la em algo bem brasileiro. Este movimento, apesar de radical, foi muito importante para a arte brasileira e significou uma síntese do Movimento Modernista brasileiro, que queria modernizar a nossa cultura, mas de um modo bem brasileiro. A título de curiosidade o Abaporu até hoje é considerado a tela mais cara vendida no Brasil, ele foi adquirido por um colecionador argentino no valor de US$ 1.5000.00. 

Devido ao número de trabalhos que foram produzidos pelos alunos deixo aqui o link para acessar as histórias que foram escritas pelos alunos sobre as obras de Tarsila do Amaral.









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