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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Tradução da música - Oceans Will Part - Hillsong Music Australia



Se meu coração se esfriou 
Lá o Teu amor se revela 
Quando abres meus olhos 
Para a obra de Tua mão 
Quando estou cego pro meu caminho 
Lá o Teu espírito orará 
Quando abres meus olhos 
Para a obra de Tua mão 
Quando abres meus olhos 
Para a obra de Tua mão 

Oceanos se partirão, nações virão 
Ao sussurro do Teu chamado 
Esperança se erguerá, a glória se mostrará 
Em minha vida que seja feito o Teu querer 

O presente sofrido pode passar 
Senhor, tua misericórdia durará 
Quando abres meus olhos 
Para a obra de Tua mão 
E meu coração encontrará louvor 
Me deleitarei em Tua vontade 
Quando abres meus olhos 
Para a obra de Tua mão 
Quando abres meus olhos 
Para a obra de Tua mão.

Julgar




Julgar pela aparência? A gente aprende com a vida que nem sempre é assim. Passamos por pessoas que se vestem de forma bizarra, e algumas até nos assustam, mas sabe, quando paramos para "Enxergá-las ou mesmo "Conhecê-las" começamos a perceber o outro lado que na maioria das vezes não se manifesta, como descobriu Carl C.Jung em sua adolescência, todos nós temos duas personalidades, para ele a 

"personalidade n.1, era o garoto que frequentava a escola e era menos inteligente, menos aplicado, menos decente e menos asseado que os demais; a outra, personalidade n.2, era seu homem interiror: um velho desconfiado e distante do mundo dos sonhos e da fantasia, (GRINBERG, 2003, p.17)".  

A partir de suas descobertas Carl C.Jung, passou então a ver seus pais de maneira diferente,  e observar que ambos também tinham duas personalidades. 

E nós, enxergamos em nós mesmos o que enxergamos nos outros?

Julgamos realmente o livro pela aparência que ele tem? 

Melhor ainda, compramos aquele caderninho básico, só porque ele é bonitinho por fora, com aquela capa "frufulete", e ainda, tem um brilho especial de pura purpurina?



Fonte:
- GRINBERG, Luiz Paulo. Jung: O Homem Criativo. São Paulo: FDT, 2004. 

Imagem retirada da internet (se alguém conhecer o autor da imagem favor nos informar, que acrescentaremos os créditos).


O Frade e a Freira



Um frade e uma indiazinha se encontraram a muito tempo atrás, quando o Espírito Santo começava a ser colonizado pelos portugueses. O jovem religioso veio ao Brasil para catequizar os índios, mas ao encontrar a bela índia eles se apaixonaram, mesmo ela não entendendo uma palavra que ele dizia.
Numa manhã a indiazinha disfarçou-se sem que os outros percebessem, e levou o frade pra o alto de um monte, onde podiam avistar o mar.
No alto da colina, o frade tentou explicar a bíblia, mas ela nada entendeu.
Ele teve uma ideia, pegou uma pedra e disse:  - Pedra!
A índia entendeu e repetiu: - Pedra!
O frade então apontou para o mar e logo disse: - Mar!
E ela novamente repetiu: - Mar!
Ele  então apontou para o céu e disse: - Deus!
A indiazinha olhou para o céu e disse: - Tupã!
Ele repetiu: - Deus!
Ela novamente disse: - Tupã!
- Deus! Gritou o frade.
- Tupã! Gritou a índia chorando, pois percebeu que o frade não aceitava Tupã.
Naquele momento, eles ouviram um forte ruído nas montanhas.
O frade gritou: - Meu Deus!?.
A índia gritou: - Tupã!?
Os dois foram transformados em pedra e ergueram-se, formando duas enormes rochas, ali ficando para sempre. 


Fonte:
- imagem retirada da internet
- Não podemos aqui relatar a bibliografia,  já que não dispomos do mesmo, pois o relato acima, foi uma atividade proposta aos alunos da E.E.E.F.M.Elza Lemos Andreatta, no ano de 2010, onde estes tinham que coletar com os moradores mais velhos da Ilha das Caieiras, Vitória/ES, local onde reside a escola em questão, as lendas que eles conheciam do próprio bairro, mas por um motivo ou outro, essa lenda apareceu com um grupo de alunos, não sabemos se a pessoa a qual eles tiveram contato, vivia em um outro município e depois de algum tempo, veio residir na Ilha das Caieiras, ou se apenas conhecia essa lenda.

Para quem quer conhecer um pouco mais sobre as montanhas rochosas e não ficar somente na lenda, fica o link abaixo. Tenha um bom estudo.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Silence

O fotógrafo Thomas Jorion em um de seus trabalhos, fotografou espaços vazios, sua série de fotos tem o nome de "Silence". 

As imagens são bem bacanas, e confesso que para mim, um pouco assustadoras, mas ainda assim interessante, ao olhar para cada imagem, fiquei imaginando como seria esses lugares com pessoas por ali circulando, é claro que muitos deles ou se não todos, em algum momento pessoas circularam, trabalharam, etc, e agora encontram-se isolados. O tempo, a falta de utilidade? Quem sabe!? Mas ainda assim, eu admiro a sensibilidade com que o artista capta cada momento em que ele está presente, eis a vivência do aqui e agora. 

Podemos agora desfrutar de algumas das imagens de "Silence", o legal é procurar observar como você se sente ao ver e se colocar nesses espaços,  se você sentir-se á vontade, partilhe seus sentimentos utilizando o comentário, talvez você vai descobrir que muitos pensam como você, no mais, tenham um bom passeio.




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Trabalhando na sala de aula com Tarsila do Amaral




Durante o ano de 2010/11 que trabalhei para o Governo do Estado do Espírito Santo como professora de Arte, resolvi acrescentar as minhas aulas, as obras  da artista brasileira Tarsila do Amaral, eu queria trabalhar com algo que fosse um pouco diferente do que eu sempre vi alguns professores trabalharem, foi então que optei por trazer os contos de fadas para a sala de aula, e com essa ferramenta eu poderia conhecer um pouco mais sobre os meus alunos.

Enquanto eu ia tentando montar as aulas, fiz algumas pesquisas sobre o trabalho e a vida de Tarsila do Amaral, afinal eu não poderia trabalhar na insegurança, sem saber o que estaria falando. Em alguns de meus achados descobri que Tarsila do Amaral adorava ouvir histórias quando era pequena, e muitos de seus quadros estavam relacionadas a essas pequenas "jóias" - contos, que ela ouvia nesta fase tão abençoada da vida - a infância, digamos uma fase rica em fantasias e prazeres que não voltam mais.

Para a execução do trabalho, conversamos um pouco sobre a artista em questão - Tarsila do Amaral, depois falamos de suas obras, do movimento antropofágico e depois os alunos recebiam uma das 5 obras que selecionei para este trabalho, eles recebiam as folhas xerografadas com uma das obras para colorir da forma que quisessem, e depois deveriam contar uma história em cima da imagem que tinham, o que ia sair, ninguém sabia, afinal, cabecinha de aluno é .......  vale lembrar que algumas das histórias escritas foram dadas como "exercício" em outra escola, mas nesta foram poucas, o motivo por isso acontecer, é que como havia sobrado algumas cópias resolvi guardá-las porque achei que iria utilizar em outro momento, e foi exatamente o que aconteceu. Só para lembrar o grupo no qual eu trabalhei foi o ensino médio 1os e 2os anos.

Listo abaixo as obras de Tarsila do Amaral que escolhi para realizar o trabalho, é claro que muitas obras da artista são interessantes.

  

A cuca, 1924 - Tarsila do Amaral

A Cuca - Tarsila pintou este quadro no começo de 1924 e escreveu à sua filha dizendo que estava fazendo uns quadros "bem brasileiros", e a descreveu como "um bicho esquisito, no meio do mato, com um sapo, um tatu, e outro bicho inventado". Este quadro é também considerado um prenúncio da Antropofagia na obra de Tarsila e foi doado por ela ao Museu de Grenoble na França.



  

O vendedor de frutas, 1925 - Tarsila do Amaral 


  

O Mamoeiro, 1925 - Tarsila do Amaral 




A Lua, 1928 -  Tarsila do Amaral 

A Lua - Este quadro era o preferido de Oswald de Andrade, seu marido quando pintou a tela.
Ele conservou o quadro até a sua morte - mesmo já separado de Tarsila do Amaral.



 

Abaporu, 1928 -Tarsila do Amaral

Abapuru - Sendo considerado o quadro mais importante já produzido no Brasil, Abaporu, foi pintado por Tarsila do Amaral para dar de presente ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. Ao receber o presente de Tarsila do Amaral, Oswald de Andradde fica surpreso com a pintura do quadro, chama então seu amigo Raul Bopp, e ambos ao olharem àquela figura estranha percebem que ela representa algo excepcional. Tarsila do Amaral recorre ao seu dicionário tupi-guarani e batizam o quadro de Abaporu - o homem que come. Foi aí que Oswald de Andrade escreveu o Manifesto Antropófago e criaram o Movimento Antropofágico, com a intensão de "deglutir" a cultura européia e transformá-la em algo bem brasileiro. Este movimento, apesar de radical, foi muito importante para a arte brasileira e significou uma síntese do Movimento Modernista brasileiro, que queria modernizar a nossa cultura, mas de um modo bem brasileiro. A título de curiosidade o Abaporu até hoje é considerado a tela mais cara vendida no Brasil, ele foi adquirido por um colecionador argentino no valor de US$ 1.5000.00. 

Devido ao número de trabalhos que foram produzidos pelos alunos deixo aqui o link para acessar as histórias que foram escritas pelos alunos sobre as obras de Tarsila do Amaral.









"A Cuca, 1924 - Tarsila do Amaral"

 
A cuca, 1924 - Tarsila do Amaral

A Cuca - Tarsila pintou este quadro no começo de 1924 e escreveu à sua filha dizendo que estava fazendo uns quadros "bem brasileiros", e a descreveu como "um bicho esquisito, no meio do mato, com um sapo, um tatu, e outro bicho inventado". Este quadro é também considerado um prenúncio da Antropofagia na obra de Tarsila e foi doado por ela ao Museu de Grenoble na França.

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a princesa, a bruxa, a caçadora...

Era uma vez uma CAÇADORA que adorava fazer maldade, ela gostava de comer os mais variados tipos de criaturas, ele nunca pensava em fazer o bem, só queria fazer o mau.
Seu nome era CUCA, uma velha predadora de animais. Por onde as pessoas passassem se ouvia falar dela, sua fama corria pela floresta a fora, ela gostava de viver em lugares abominantes e escuro, cheio de coisas estranhas, como por exemplo, um imenso caldeirão cheio de larvas quentes.
Um belo dia ela saiu para caçar e se encontrou com vários animais que estavam brincando,  eles se aproximaram dela e perguntaram porque ela não mudava de vida e ainda a convidou para se juntarem a eles: “ – Junte-se a nós e venha fazer o bem.” Ela parou e pensou, decidiu por fazer o bem,  e desse dia em diante ela só faz o bem e vive feliz.

Créditos: Wanderley da Silva  – dez/2010
E.E.E.F.M. Elza Lemos Andreatta

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Era uma vez uma BRUXA chamada CUCA, que morava em um pântano,  ela morava só e gostava de comer criancinhas.
Um dia duas crianças chamadas João e Maria decidiram fazer um passeio pelo pântano, a bruxa então já tinha visto eles, e decidiu atraí-los para sua caverna oferecendo a eles doces. Chegando lá a bruxa prendeu João na gaiola e deixou Maria amarrada, logo então Maria sacou que eles seriam devorados, então ela começou a distrair a bruxa para tentar se soltar, e quando ela se soltou saiu correndo e abriu a gaiola que João estava preso, João antes de sair da caverna empurrou ela no caldeirão e foram embora, chegando em sua rua contaram a aventura que passaram para seus amigos, só que nenhum deles acreditou.

Créditos: Adriano e Ricardo   – dez/2010
E.E.E.F.M. Elza Lemos Andreatta

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Certo dia CUCA estava dormindo em sua casa,  ela  sonhava que tinha ido a um bosque passear com seus colegas, lá eles brincavam, sorriam, corriam, até que chegou a hora do seu aniversário, como ela era uma PRINCESA ia ir muita gente na festa dela, e ela tinha tudo que queria, ela só não tinha uma irmã.
Na hora da festa os pais de Cuca pediram para assoprar o bolo, já que eles iriam dizer algo muito importante, após o assopro ela ficou ansiosa querendo saber o que eles iam dizer, e eles falaram que  ela ia ter um irmãozinho e ela ficou muito feliz!!!

Créditos: Mickael e Higor   – dez/2010
E.E.E.F.M. Elza Lemos Andreatta

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Link para saber um pouco mais sobre o trabalho realizado em sala de aula com os alunos do ensino médio.


obs.: os trabalhos ainda estão sendo digitados o que demora um pouco para tê-los por completo, vale lembrar também que nem todos os trabalhos serão aqui digitados.


sábado, 4 de agosto de 2012

Receitinha para não adoecer





obs.: imagem retirada da internet, sem referência, se alguém souber comunique-me por favor.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Fernando Pessoa




Encontrei alguns pensamentos desse grande gênio chamado de Fernando Antônio Nogueira Pessoa (1888-1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, de origem portuguesa, Fernando Pessoa é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa.

Como gosto muito da simplicidade com que Fernando Pessoa fala, compartilho aqui alguns de seus poemas, espero que gostem, porque eu adoroooooooo!!!!!!!

Para saber um pouco mais sobre Fernando Pessoa, deixarei abaixo alguns links, que falam um pouco de sua vida e obra. 

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"...procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura. Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca.
Se o achar, segure-o!!!

Fernando Pessoa


***

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas - que já têm a forma do nosso corpo - e esquecer o s nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares...
É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa

***

A vida é para nós o que concebemos dela. 
Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. 
Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. 
O pobre possui um império; o grande possui um campo.

Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida. 

Fernando Pessoa



Para compreender melhor:



Livros sugeridos
- DUARTE, Lelia Parreira.  Potência e Negatividade em Fernando Pessoa. Ed.Veredas & Cenários.
- CAVALCANTI FILHO, José Paulo. Fernando Pessoa - Uma quase autobiografia. Ed. Record. 
- PESSOA, Fernando. Citações e Pensamentos de Fernando Pessoa. Ed. Leya Brasil.
- CASTRO, Ernesto Manual de Mello e. O paganismo em Fernando Pessoa -  e sua projeção no mundo contemporanêo. Ed.Annablume.
- MARTINS, Fernando Cabral. Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo. Ed. Leya Brasil.
- PAIS. América Pinto. Fernando Pessoa, o menino da sua mãe. Ed. Companhia das Letras.
- PIZZARO, Paulo C. Cartas Astrológicas de Fernando Pessoa. Ed. Bertrand (Portugal).
- ABREU, Estela dos Santos. Poesia de Fernando Pessoa para todos. Ed. Martins Editora.
- MOISES, Carlos Felipe. Conversa com Fernando Pessoa. Ed. Ática.

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